Sábado.
Pai e filha foram à piscina.
Mãe ficou com o filho entre mamas, roupas e limpeza da casa.
Fiz uma canja.
Pai foi ao Colombo e trouxe almoço.
Mãe ficou com os dois em casa e tomou banho.
Almoçámos.
Mãe foi com a filha mostrar a casa de solteira a uma potencial compradora.
Pai ficou com o filho a ver televisão.
Mãe e filha passaram pela pastelaria: não havia bolas de Berlim, trouxe pastéis de nata (que não de Belém).
Já em casa, filha insiste em não adormecer para a sesta, depois de já estar adormecida ao colo e ter acordado.
Pai vê tv com filho ao colo.
Mãe está possessa com tudo e com nada:
A casa não deve ser vendida ainda desta - e estava muito pouco apresentável, para não dizer pior.
Vai ter visitas e não lhe apetece nada. Vão acordar a Ana, isto se ela voltar a adormecer.
E a minha paciência em vez de ter duplicado com a segunda maternidade, parece-me que se reduziu para menos de metade. O que é muito pouco para o traquinómetro sempre ligado na potência máxima (da Ana)...
Ontem fiz um bolo mármore. Hoje ainda queria fazer um pão.
O tempo passa muito rápido, demasiado...
21 November 2009
20 November 2009
Ai, a minha vida!
A diabetes gestacional, felizmente, não deixou rasto (visível, que depois desta sempre há uma maior propensão para a diabetes de tipo 2 e para nova diabetes gestacional em nova gravidez!).
Mas, por enquanto, está tudo óptimo: valores normais! Peso ideal! Há que manter boas práticas alimentares, não consumir açúcar «puro» nem sumos (de fruta nem artificiais). Os doces não são proibidos, embora não possam nem devam ser consumidos diariamente.
Ora já aquando da Ana isto aconteceu: nos primeiros tempos a amamentar fico com a tensão baixinha, baixinha e cheeeeiiiiiia de vontade de comer coisas doces. Chocolate está fora de questão por causa das cólicas (embora o pediatra tenha dito ontem que o João ainda não chegou à idade delas...). O que me apetece?
Mas, por enquanto, está tudo óptimo: valores normais! Peso ideal! Há que manter boas práticas alimentares, não consumir açúcar «puro» nem sumos (de fruta nem artificiais). Os doces não são proibidos, embora não possam nem devam ser consumidos diariamente.
Ora já aquando da Ana isto aconteceu: nos primeiros tempos a amamentar fico com a tensão baixinha, baixinha e cheeeeiiiiiia de vontade de comer coisas doces. Chocolate está fora de questão por causa das cólicas (embora o pediatra tenha dito ontem que o João ainda não chegou à idade delas...). O que me apetece?
Isto:
2º filho
É MUITO mais fácil.
(Não me refiro ao parto, que isso cada um é como cada qual e, no meu caso, este princípio nem sequer se aplica!)
Temos outra «estaleca» como pais.
Não vamos a correr para a urgência à primeira borbulhinha na cara.
É muito prático já ter a logística toda: cama, banheira, carrinho, ovo, roupas.
É muito mais rápido vestir, trocar fraldas, dar banho.
É muito mais simples perceber o que o bebé tem quando chora.
Não sabemos tudo, nem ao 2.º nem talvez ao 5.º. Há sempre o que aprender... Mas que nos sentimos mais confortáveis no papel de pais, isso sim.
Não é muito fácil ter 2 quando se está sozinha e:
- é preciso mudar fraldas aos 2 ao mesmo tempo
- dar mama e pequeno-almoço/almoço ou lanche ao mesmo tempo
- está na hora de um mamar e ainda tem de tomar banho e de pôr a outra na cama e ainda tem de tomar banho e ler a história
- um está a dormir e a outra não desgruda de cima dele
- uma está a dormir a sesta (depois de uma longa luta contra o sono) e o outro decide mostrar a qualidade dos seus pulmões e aparelho vocal
- no mesmo dia: um faz tal chichi que passa a fralda, a roupa e chega aos lençóis da cama dele; a outra faz tal chichi que enche a fralda, passa as collants e pijama e chega aos lençóis da cama dela; ainda esta, já despida para o banho, faz chichi no quarto dos pais, sujando-lhes o chão e a capa do edredão da cama destes
Mas compensa! É bom e vale a pena o esforço!
(Não me refiro ao parto, que isso cada um é como cada qual e, no meu caso, este princípio nem sequer se aplica!)
Temos outra «estaleca» como pais.
Não vamos a correr para a urgência à primeira borbulhinha na cara.
É muito prático já ter a logística toda: cama, banheira, carrinho, ovo, roupas.
É muito mais rápido vestir, trocar fraldas, dar banho.
É muito mais simples perceber o que o bebé tem quando chora.
Não sabemos tudo, nem ao 2.º nem talvez ao 5.º. Há sempre o que aprender... Mas que nos sentimos mais confortáveis no papel de pais, isso sim.
Não é muito fácil ter 2 quando se está sozinha e:
- é preciso mudar fraldas aos 2 ao mesmo tempo
- dar mama e pequeno-almoço/almoço ou lanche ao mesmo tempo
- está na hora de um mamar e ainda tem de tomar banho e de pôr a outra na cama e ainda tem de tomar banho e ler a história
- um está a dormir e a outra não desgruda de cima dele
- uma está a dormir a sesta (depois de uma longa luta contra o sono) e o outro decide mostrar a qualidade dos seus pulmões e aparelho vocal
- no mesmo dia: um faz tal chichi que passa a fralda, a roupa e chega aos lençóis da cama dele; a outra faz tal chichi que enche a fralda, passa as collants e pijama e chega aos lençóis da cama dela; ainda esta, já despida para o banho, faz chichi no quarto dos pais, sujando-lhes o chão e a capa do edredão da cama destes
Mas compensa! É bom e vale a pena o esforço!
ciclos de vida
Nasceu a filha da amiga PS (exactamente 23 meses depois do mano).
A amiga CP escriturou a sua casa com o noivo.
E é assim, a vida vai decorrendo, cheia de coisas que marcam datas e momentos especiais que merecem ficar na memória...
A amiga CP escriturou a sua casa com o noivo.
E é assim, a vida vai decorrendo, cheia de coisas que marcam datas e momentos especiais que merecem ficar na memória...
19 November 2009
O que é bom acaba depressa
Pronto. Hoje é o dia. O dia em que voltas a sair bem cedo. Acabou-se o tempo em que mais ou menos estavas aqui. Agora retomas a tua vida. Em casa deixas mais um. Não mudou muito. Afinal. Para mim, a diferença é maior.
Hoje, o homem com quem eu sempre sonhei, que me faz feliz, volta a não estar aqui sempre que o procuro, que me apetece ouvi-lo, vê-lo ou simplesmente senti-lo aqui. Bem sei que volta, bem sei que é inevitável, bem sei que é a lei da vida - que o gajo saia para prover (também) ao sustento da família, para «caçar» alimento. E tenho orgulho nisso, muito. No que és, fazes e como fazes.
Mas não posso deixar de sentir que é uma separação. Pequenina, provisória. Ainda assim um pequeno abandono. Eu fico. Eles também. Entregues a nós. Tão somente.
Fico, a sorrir por fora, triste por dentro. Aguardando o som da tua chave a entrar na fechadura da nossa vida comum, mais logo. Ainda me cortas a respiração. Ainda anseio pelos reencontros...
Coisas que só um grande Amor explica.
Hoje, o homem com quem eu sempre sonhei, que me faz feliz, volta a não estar aqui sempre que o procuro, que me apetece ouvi-lo, vê-lo ou simplesmente senti-lo aqui. Bem sei que volta, bem sei que é inevitável, bem sei que é a lei da vida - que o gajo saia para prover (também) ao sustento da família, para «caçar» alimento. E tenho orgulho nisso, muito. No que és, fazes e como fazes.
Mas não posso deixar de sentir que é uma separação. Pequenina, provisória. Ainda assim um pequeno abandono. Eu fico. Eles também. Entregues a nós. Tão somente.
Fico, a sorrir por fora, triste por dentro. Aguardando o som da tua chave a entrar na fechadura da nossa vida comum, mais logo. Ainda me cortas a respiração. Ainda anseio pelos reencontros...
Coisas que só um grande Amor explica.
18 November 2009
mais
O João começa a chorar na espreguiçadeira.
A Ana vem disparada, com toda a velocidade da frente da televisão, em direcção a ele, dizendo: «A tua mana tá a chegar!»
A Ana vem disparada, com toda a velocidade da frente da televisão, em direcção a ele, dizendo: «A tua mana tá a chegar!»
Dos dois
É só passar por ele (na espreguiçadeira, na cama ou no carrinho) e ela trata de lhe fazer festinhas, dar beijinhos e dizer «Olá Jãozinho», ainda que isso implique milhares de vezes ao dia... É extremamente carinhosa com ele.
Se o ouve chora(minga)r, ela sai disparada e vai logo ter com ele, tenta por-lhe a chucha e diz «Atão filho?!» e «Ponto, ponto», com aquela entoação carinhosa própria de pais...
Adora estar ao meu colo ao mesmo tempo que o João. Pede-me o «ôto lado» e depois diz contente «todos à colo mãe».
O pai continua a ser «paizinho», o João logo passou de «bebé Jão» para «Jãozinho» (e só ela o trata assim!), a mãe é tão somente mãe!
Em 2 anos de vida, a Ana nunca sujou a cama por causa de fraldas (e vomitar foi uma única vez). O João, em semana e meia em casa, já aconteceu 3 vezes.
Chego à conclusão que (já) não há ciúmes. Aliás, mais me parece que aquelas reacções mais mimadas e birrentas dos nossos primeiros dias em casa se deveram (mais) ao facto de eu estar acamada do que à chegada do irmão (que ela nunca rejeitou!). Desde que me levantei e retomei a vida habitual, ela voltou também ao normal dela.
Se o ouve chora(minga)r, ela sai disparada e vai logo ter com ele, tenta por-lhe a chucha e diz «Atão filho?!» e «Ponto, ponto», com aquela entoação carinhosa própria de pais...
Adora estar ao meu colo ao mesmo tempo que o João. Pede-me o «ôto lado» e depois diz contente «todos à colo mãe».
O pai continua a ser «paizinho», o João logo passou de «bebé Jão» para «Jãozinho» (e só ela o trata assim!), a mãe é tão somente mãe!
Em 2 anos de vida, a Ana nunca sujou a cama por causa de fraldas (e vomitar foi uma única vez). O João, em semana e meia em casa, já aconteceu 3 vezes.
Chego à conclusão que (já) não há ciúmes. Aliás, mais me parece que aquelas reacções mais mimadas e birrentas dos nossos primeiros dias em casa se deveram (mais) ao facto de eu estar acamada do que à chegada do irmão (que ela nunca rejeitou!). Desde que me levantei e retomei a vida habitual, ela voltou também ao normal dela.
17 November 2009
Nem tudo são rosas...
Depois disto, também se impõe que diga que fiquei com a barriga como se tivesse tatuado nela labaredas: umas inestéticas estrias que ali se instalaram sem dó nem piedade.
Da Ana somei 12 kg na gravidez e nem uma estria fiz. Do João somei 9 e fiquei com a barriga numa lástima. Os produtos e modos/tempos de aplicação foram exactamente os mesmos. (Curiosamente a minha mãe foi tal e qual: engordou muito mais no primeiro filho, mas fui eu quem lhe «fiz» as estrias!)
Daqui em diante acabaram-se os biquinis, há que comprar triquinis ou fatos de banho...
Da Ana somei 12 kg na gravidez e nem uma estria fiz. Do João somei 9 e fiquei com a barriga numa lástima. Os produtos e modos/tempos de aplicação foram exactamente os mesmos. (Curiosamente a minha mãe foi tal e qual: engordou muito mais no primeiro filho, mas fui eu quem lhe «fiz» as estrias!)
Daqui em diante acabaram-se os biquinis, há que comprar triquinis ou fatos de banho...
16 November 2009
Da tristeza
Quando a Ana nasceu, toda a gente falava em ajudas, da conveniência de ter ajuda em casa, em vir a mãe e tal, e eu (teimosa que nem uma mula) nunca quis - que nós haveríamos de dar conta do recado, que a família tinha de se acostumar a três, etc. e tal- E assim foi! E desenrascámo-nos muito bem, modéstia à parte! Estive 5 dias e meio no hospital e o marido foi impecável, como sempre, e tratou de toda a logística na minha ausência.
Agora, para o nascimento do João, achei por bem pedir à minha mãe que viesse, para que o maridão tivesse maior liberdade de movimentos e a Ana se sentisse acompanhada e acarinhada na minha ausência (não se sabia de quanto tempo seria). Dada a boa relação das duas pareceu-nos de longe a melhor solução. E fomos preparando a pequena, que a avó viria, que ficava com ela, na nossa casa, quando a mãe ia ao hospital buscar o João. Na terça-feira de manhã fui à consulta e os 4 dedos de dilatação não deixavam margem para dúvidas de que a hora estava perto. No fim da consulta liguei ao marido (em casa com a Ana) e em seguida à minha mãe, pedindo-lhe que viesse no primeiro expresso.
Deixou tudo o que estava a fazer. A mala da roupa já estava meio pronta. Ainda arranjou uma mala com delícias para trazer (verduras, frutas, galinha caseira, guloseimas para a Ana, marmelada, pão), teve de pedir boleia a uma vizinha até ao expresso, porque o meu pai não estava e ela não conduz... E veio logo. Fizemos o jantar e jantámos. Demos banho à Ana e caminha e nós seguimos para o hospital. O João haveria de nascer nessa madrugada. Ficámos no hospital 3 dias e meio. Planeou-se o regresso da minha mãe a casa para o domingo, mas atendendo à minha horizontalidade obrigatória por mais 7 dias em casa, ficou mais uma semana. Durante esse tempo todo lavou, engomou, limpou, cozinhou, mimou a Ana, adormeceu-a para as sestas, deu-lhe banho algumas vezes, levava-me as refeições ao quarto (revezando-se com o marido), velava o sono da Ana, indo todas as noites aconchegar-lhe a roupa e acudindo sempre que o intercomunicador dava sinal... em suma, não parou um instante, cuidando de nós como um autêntico anjo da guarda. Sempre serena, sempre bem-disposta, sempre cheia de energia e boa-vontade, sempre discreta, procurando interferir o mínimo possível com as nossas rotinas e hábitos de casal/família. Um doce! Sou suspeita para falar, bem sei, mas quanto mais se conhece, mais se adora esta mulher que é uma força da natureza, um presente de Deus na minha vida.
Ontem foi-se embora, regressou à vida dela e nós ficámos na nossa. O que me custou! Já não sei há quanto tempo não passava tantos dias consecutivos junto dela. E a partida dela dilacerou-me por dentro, custou-me tanto, tanto. Chorei como uma criança. A Ana dava-me beijinhos e acompanhava no choro. Hoje já falou na avó taaaaaaanntas vezes. É a lei da vida, bem o sei. E o meu pai também precisa dela e a vida dela é lá e não aqui, mas todo este mimo me deixou mal habituada...
Dói, dói-me muito. Apesar de saber que é melhor assim, que tem de ser assim. Sei que por mais anos que viva nunca conseguirei agradecer-lhe o suficiente o tanto que ela é/faz por mim/nós. Espero ter os meios para lhe poder proporcionar uma velhice confortável e aconchegante na altura que ela precisar de mim como eu precisei dela agora. Ela faz com que a palavra MÃE tenha mesmo um significado grande, rico, terno, pleno. Obrigada, Mãe, por tudo, por ti!
Agora, para o nascimento do João, achei por bem pedir à minha mãe que viesse, para que o maridão tivesse maior liberdade de movimentos e a Ana se sentisse acompanhada e acarinhada na minha ausência (não se sabia de quanto tempo seria). Dada a boa relação das duas pareceu-nos de longe a melhor solução. E fomos preparando a pequena, que a avó viria, que ficava com ela, na nossa casa, quando a mãe ia ao hospital buscar o João. Na terça-feira de manhã fui à consulta e os 4 dedos de dilatação não deixavam margem para dúvidas de que a hora estava perto. No fim da consulta liguei ao marido (em casa com a Ana) e em seguida à minha mãe, pedindo-lhe que viesse no primeiro expresso.
Deixou tudo o que estava a fazer. A mala da roupa já estava meio pronta. Ainda arranjou uma mala com delícias para trazer (verduras, frutas, galinha caseira, guloseimas para a Ana, marmelada, pão), teve de pedir boleia a uma vizinha até ao expresso, porque o meu pai não estava e ela não conduz... E veio logo. Fizemos o jantar e jantámos. Demos banho à Ana e caminha e nós seguimos para o hospital. O João haveria de nascer nessa madrugada. Ficámos no hospital 3 dias e meio. Planeou-se o regresso da minha mãe a casa para o domingo, mas atendendo à minha horizontalidade obrigatória por mais 7 dias em casa, ficou mais uma semana. Durante esse tempo todo lavou, engomou, limpou, cozinhou, mimou a Ana, adormeceu-a para as sestas, deu-lhe banho algumas vezes, levava-me as refeições ao quarto (revezando-se com o marido), velava o sono da Ana, indo todas as noites aconchegar-lhe a roupa e acudindo sempre que o intercomunicador dava sinal... em suma, não parou um instante, cuidando de nós como um autêntico anjo da guarda. Sempre serena, sempre bem-disposta, sempre cheia de energia e boa-vontade, sempre discreta, procurando interferir o mínimo possível com as nossas rotinas e hábitos de casal/família. Um doce! Sou suspeita para falar, bem sei, mas quanto mais se conhece, mais se adora esta mulher que é uma força da natureza, um presente de Deus na minha vida.
Ontem foi-se embora, regressou à vida dela e nós ficámos na nossa. O que me custou! Já não sei há quanto tempo não passava tantos dias consecutivos junto dela. E a partida dela dilacerou-me por dentro, custou-me tanto, tanto. Chorei como uma criança. A Ana dava-me beijinhos e acompanhava no choro. Hoje já falou na avó taaaaaaanntas vezes. É a lei da vida, bem o sei. E o meu pai também precisa dela e a vida dela é lá e não aqui, mas todo este mimo me deixou mal habituada...
Dói, dói-me muito. Apesar de saber que é melhor assim, que tem de ser assim. Sei que por mais anos que viva nunca conseguirei agradecer-lhe o suficiente o tanto que ela é/faz por mim/nós. Espero ter os meios para lhe poder proporcionar uma velhice confortável e aconchegante na altura que ela precisar de mim como eu precisei dela agora. Ela faz com que a palavra MÃE tenha mesmo um significado grande, rico, terno, pleno. Obrigada, Mãe, por tudo, por ti!
14 November 2009
Mais dela
Aqui há tempos a Ana respondia em diversas situações:
- Não, tu.
Por exemplo: queres que a mãe abra/ tire o papel, etc? Ela respondia: «não, tu!», significando que ela própria o faria.
Desde há cerca de 2 dias noto que já diz: eu.
- Queres que a mãe leve?
- Não, eu!
**********
A maior parte dos verbos são relativamente bem conjugados. Para a idade, bem-entendido! Uma excepção é o saber.
- Não sabo!
*********
«O paizinho é páquico»
(significa simpático, porque lhe fez alguma coisa que ela apreciou...)
*********
Ontem começou a tratar o mano por Jãozinho (ninguém o trata assim cá em casa!) e continua a querer dar-lhe beijinhos sempre que possível e a dar-lhe a chucha se ele rabuja. Não sei se é cedo para extrair esta conclusão, mas parece-me que a ciumeira desmedida já lá vai... (e a mãe a partir de hoje volta à velha forma!!)
- Não, tu.
Por exemplo: queres que a mãe abra/ tire o papel, etc? Ela respondia: «não, tu!», significando que ela própria o faria.
Desde há cerca de 2 dias noto que já diz: eu.
- Queres que a mãe leve?
- Não, eu!
**********
A maior parte dos verbos são relativamente bem conjugados. Para a idade, bem-entendido! Uma excepção é o saber.
- Não sabo!
*********
«O paizinho é páquico»
(significa simpático, porque lhe fez alguma coisa que ela apreciou...)
*********
Ontem começou a tratar o mano por Jãozinho (ninguém o trata assim cá em casa!) e continua a querer dar-lhe beijinhos sempre que possível e a dar-lhe a chucha se ele rabuja. Não sei se é cedo para extrair esta conclusão, mas parece-me que a ciumeira desmedida já lá vai... (e a mãe a partir de hoje volta à velha forma!!)
Terapêutica: Reforço hídrico
Da diferença entre dizerem-nos:
- Tem de beber muitos líquidos
ou
- Tem de beber, no mínimo, 2 garrafas de 1,5l por cada 24h.
Faz toda, não faz?!
- Tem de beber muitos líquidos
ou
- Tem de beber, no mínimo, 2 garrafas de 1,5l por cada 24h.
Faz toda, não faz?!
13 November 2009
«Dois minha mãe»
A Ana diz que:
«a Aninha tem dois minha mãe»
Uma sou eu, a outra é a minha mãe.
E toda se delicia a chamar «minha mãe», «ôta minha mãe»...
«a Aninha tem dois minha mãe»
Uma sou eu, a outra é a minha mãe.
E toda se delicia a chamar «minha mãe», «ôta minha mãe»...
Coisas dela
Ontem, ao deitar:
- O pai, a mãe e a avó gostam tanto tanto de ti.
- Jão góta munto munto munto ti.
- Sim, o João também gosta muito de ti.
***************
- Por quem rezamos hoje ao Jesus, filha?
- Jão, vó, vô, tio Tór, tia Néne, pai, mãe, vô vó Madêra, Tago, ôta Ana, Cátia, Juju, Xandi, Páua, Ximão, Vali, Cámi,... (e por aí fora, já com a ajuda da mãe para não deixar nenhum dos importantes excluídos! - mas o curioso é ser o João logo o primeiro!)
****************
Depois de 2 dias sem praticamente tirar a chucha da boca durante o dia (já só usada de noite e na sesta), ontem já se esqueceu dela aqui e ali. Já a noto mais calma, menos birrenta, menos carente. Ontem já saiu daqui do quarto por algum tempo e esteve na sala com o pai e/ou com a avó a ver o JimJam e algum DVD. Só as refeições é que ainda andam meio agrestes. Valha-nos a paciência e o jeito da avó para lhe dar a volta. Acredito que quando eu voltar a ir para a mesa também isso melhore...
***************
Se o João chora, diz logo:
- Jão tem xome
ou
- Jão tem dói-dói. Pai compa pênxos pa Jão.
*******************
Adora andar de roda dele a dar festinhas e beijinhos (mesmo com ele a dormir!). E se o ouve fazer qualquer ruído diz que tem «suços» (soluços).
****************
Amanhã é dia de piscina. A questão que se coloca é: será que vai de vontade ou contrariada?
(Já não sai de casa há uma semana - desde sexta-feira passada, quando foi visitar-nos ao Hospital)
- O pai, a mãe e a avó gostam tanto tanto de ti.
- Jão góta munto munto munto ti.
- Sim, o João também gosta muito de ti.
***************
- Por quem rezamos hoje ao Jesus, filha?
- Jão, vó, vô, tio Tór, tia Néne, pai, mãe, vô vó Madêra, Tago, ôta Ana, Cátia, Juju, Xandi, Páua, Ximão, Vali, Cámi,... (e por aí fora, já com a ajuda da mãe para não deixar nenhum dos importantes excluídos! - mas o curioso é ser o João logo o primeiro!)
****************
Depois de 2 dias sem praticamente tirar a chucha da boca durante o dia (já só usada de noite e na sesta), ontem já se esqueceu dela aqui e ali. Já a noto mais calma, menos birrenta, menos carente. Ontem já saiu daqui do quarto por algum tempo e esteve na sala com o pai e/ou com a avó a ver o JimJam e algum DVD. Só as refeições é que ainda andam meio agrestes. Valha-nos a paciência e o jeito da avó para lhe dar a volta. Acredito que quando eu voltar a ir para a mesa também isso melhore...
***************
Se o João chora, diz logo:
- Jão tem xome
ou
- Jão tem dói-dói. Pai compa pênxos pa Jão.
*******************
Adora andar de roda dele a dar festinhas e beijinhos (mesmo com ele a dormir!). E se o ouve fazer qualquer ruído diz que tem «suços» (soluços).
****************
Amanhã é dia de piscina. A questão que se coloca é: será que vai de vontade ou contrariada?
(Já não sai de casa há uma semana - desde sexta-feira passada, quando foi visitar-nos ao Hospital)
Ritual de dormir da Ana
Depois do banhinho e dos dentes lavados, veste o pijama na cama dos pais. Lemos uma história, que ela própria escolhe. Beijinho de boa noite ao pai (agora tb à avó e ao mano). Depois segue para o quarto dela, já ao escuro, ao colo. Pelo caminho ou já na cama dela reza sozinha: «Anjinho gáda, mia pia, gáda Aninha Traquinas noite e dia» (anjinho da guarda, minha companhia, guarda a Aninha Traquinas de noite e de dia). A mãe aconchega-a na caminha, fica abraçada a um Pooh (prenda de um happy meal que a mãe comeu há séculos atrás), um Tiger (oferta da prima V. na Madeira no Verão) e com um ursinho azul tipo almofada (oferta da Mustela). A mãe diz-lhe «O pai e a mãe gostam muito de ti. Boa noite. Dorme bem.»
E ela fica sozinha, acordada, e lá adormece sossegadinha. Normalmente das 22h às 10h (+ ou -).
Destapa-se de noite (dorme já com pijama, collants e body interior) e fala a dormir, mas raríssimas vezes acorda.
Demorámos muuuuuuuuuuuiiito tempo (demasiado!!) a incutir-lhe um bom hábito de sono (até aos 18 meses creio que não fiz uma noite completa descansada), mas agora é reconfortante ver como até nos dias de maior birra este hábito permanece inalterado, indiscutível e bem aceite por ela.
[Quando ela brinca com os bonecos, diz-lhes também muitas vezes: «Bô nôte, dóme bem!» e deita-os para dormir.]
E ela fica sozinha, acordada, e lá adormece sossegadinha. Normalmente das 22h às 10h (+ ou -).
Destapa-se de noite (dorme já com pijama, collants e body interior) e fala a dormir, mas raríssimas vezes acorda.
Demorámos muuuuuuuuuuuiiito tempo (demasiado!!) a incutir-lhe um bom hábito de sono (até aos 18 meses creio que não fiz uma noite completa descansada), mas agora é reconfortante ver como até nos dias de maior birra este hábito permanece inalterado, indiscutível e bem aceite por ela.
[Quando ela brinca com os bonecos, diz-lhes também muitas vezes: «Bô nôte, dóme bem!» e deita-os para dormir.]
12 November 2009
a chegada do segundo filho - parte II
Porque tudo aquilo que se sente já alguém sentiu antes e soube (d)escrevê-lo melhor:
«The night before the birth of my second child, the obstetrician on ward duty stopped at the foot of my bed, and after surveying my case notes for a moment, said in what I assume was supposed to be a sympathetic manner: "Not many people realise that giving birth is still one of the most dangerous things a woman can do." Not exactly tactful, I thought, but I let it pass. Two weeks previously, I'd been hospitalised with pre-eclampsia, a pregnancy-related condition that can be fatal, so his remark was to some extent justified.
My son Solomon was born at four o'clock the next day. An easy delivery. A healthy baby boy. Within minutes of the birth, however, things started to go wrong. Something to do with the placenta, not the pre-eclampsia. She's haemorrhaging, someone said. Someone else took the baby away and handed him to my husband. The tranquil, dimly lit delivery room of a moment before was deluged with medical staff and glaring lights. A consent form was pushed in front of me. My fingers were folded around a pen. I had no idea what I was consenting to, could barely hold the pen. Some time later I regained consciousness. A large blood transfusion was feeding into one arm, a hefty dose of antibiotics into the other. You're out of danger, everyone congratulated me. Thank heavens for modern medicine!
Looking back on my son's birth, frightening as it was, it nevertheless seems like a thinly worked prologue to the complex drama that came next. Giving birth is dangerous, without a doubt, but the dangers that accompany motherhood come in many forms, I would learn, and physical danger was by no means the only one to fear.
The following day, my husband brought our two-and-a-half year old daughter, Jessie, into hospital to meet her new brother. How many picture books had we read to her to prepare for this moment? How much thought had we given to how to make this first encounter a joyful and positive one for her? And yet, for all our careful preparations, no fraction of anxiety had been given to what actually happened.
The little girl who walked through the door, nervously holding her father's hand; who scrambled up on to the hospital bed and threw herself on top of me in a wholehearted embrace, was not the child I'd said goodbye to two days before. A bizarre metamorphosis had occurred. She looked huge, suddenly. No longer a little girl at all. Compared to the baby's delicate limbs, her toddler hands and feet seemed enormous. Compared to his newborn fragility, her chunky vitality seemed almost menacing. In the space of just 48 hours my eye had become, shockingly, unaccustomed to her.
A week later, I was discharged from hospital and went home to a new life as the mother of two children. Already drained by a difficult pregnancy and labour, I was wholly unprepared for the emotional rollercoaster that lay ahead, caring - or trying to care - for a tetchy baby and a demanding toddler. I became the kind of mother I never dreamed I'd be, the kind of mother who coos at her baby, then in the next breath snaps at her bewildered toddler.
The next few months were a nightmare - bad for me, infinitely worse for my daughter, a hideous waking dream that never ended. I'd worried about whether I would be able to love the baby; the truth was that in those early days with two children, it was not the baby, but my daughter I had difficulty loving.
Baffled by my coldness, she clung, played up, acted out; in short, did whatever she could to try to recover our previous closeness. She commandeered the freshly washed babygrows for her teddies, climbed into the Moses basket in her muddy wellies; when I sat down to breastfeed, she'd clamber on to my shoulders; when I finally got the baby off to sleep, she'd thrust her face into his and wake him up again. Her increasingly extravagant efforts to reclaim my attention inevitably had the opposite effect.
I was scarcely less distressed than she was by the abrupt change in our relationship. It was like walking into a favourite room to find everything has been rearranged: the furniture, the pictures, the objects inside the cupboards and drawers, the knick-knacks on the shelves, the cushions on the sofa, the books on the table. However hard I tried, I could not get my bearings. Nothing was where I expected it or how I wanted it. I wandered through this skewed landscape in a state of agonised disorientation, lost and mapless.
When I looked at my little girl, I felt none of the things I wanted to feel. When she turned to me, it was like being confronted by a stranger. Only late at night, when I'd tiptoe into her room to kiss her goodnight and pause to look down at her sleeping face, would I feel something of the steady tenderness of before. Even now, 12 years on, it hardly bears thinking about what that time must have been like for her.
Was it shame at my failure to love her properly that made me so determined to hide the fact from everybody else? I could have won an Oscar for the performance I put on for the health visitor. Depressed? Certainly not. Coping OK? Absolutely fine. I told no one, neither friends, nor family. I didn't even confide in my husband. What could I have said? He would have been appalled. And his would have been the natural reaction. I, surely, was the unnatural one.
Guilt-racked, addled from a lack of sleep, awash with hormones, I had few reserves to think about, let alone deal with what was happening. What little energy I possessed for the practical and emotional tasks of mothering were directed wholly towards the baby. Not because I wanted it that way, just because it was that way.
An evolutionary imperative that preferenced the most vulnerable child? A form of postnatal depression? A flaw in my mothering capacity? All of the above? But perhaps larger influences were also at work. According to the psychologist Penny Munn, mothering in western culture is "based on ideas of romantic love that assume a good mother will replicate a nurturing, romantic relationship with each successive child".
This model of mothering is a natural progression from the teen-mags and love stories that girls gorge on in adolescence, a maternal version of the same scenario: two people falling in love and staying that way through thick and thin. It's a model that may work fine with one child, but is profoundly ill-matched to the reality of mothering more than one.
The reasons why maternal love falters and in some cases fail are many and complex, and the arrival of a second child is by no means the only catalyst. For some mothers, even one child can be hard to love. Whatever the reason, the fact remains: loving children does not always come easily or naturally. It was ever thus, and yet it remains one of the great taboos of modern family life: a common but hidden experience with the potential for quietly devastating consequences.
The novelist Thomas Keneally once said, "To write a novel is always to go naked, whatever you're writing about. You always reveal yourself." I didn't intend to "go naked" when I embarked on my novel, Touching Distance. Based on the true story of an 18th-century doctor named Alexander Gordon, what drew me was the dilemma of a man who made an astonishing medical breakthrough that was ahead of its time. I had no idea, at least not consciously, that writing this story would draw me back to the unexpected emotional repercussions of my son's birth. But as the novel developed, two interlocking narratives emerged: one told the story of Gordon's discovery and his selfless pursuit of scientific truth; the other centred on the timeless story of the hidden dangers of childbirth, both physical and emotional.
The more I read and thought about the plight of women in the past dying in childbirth for want of exactly the medical knowledge and resources that had unquestionably saved my life after my son's birth, the more haunted by the subject I became. Gordon's brilliant discovery was that doctors and midwives were spreading fatal infection to the women they had delivered. Had he been believed, countless women's lives might have been saved in the course of the following century. With one woman a minute still dying in the world today from pregnancy and labour-related conditions, this tragedy is as real now as it was in the past, the big difference being that now it's more often happening in Africa and Asia than in Britain.
But besides the obvious tragedy of death in childbirth, there was the untold story of the impact of near misses, the women who survived difficult births, but who remained deeply wounded by the experience; women who were estranged from their children, their husbands, and from themselves as a result of the psychological impact of becoming a mother. In the character of Elisabeth, the wife of Alexander Gordon, and through her relationship with her five-year-old daughter, Mary, I found a way of exploring my own experience. The emotional toll of a difficult labour, the guilt and shame of not loving your child as you want to, the bewilderment, the locked-in feeling, the struggle to find a tolerable distance between you, a bearable proximity: it all found its way into Elisabeth's story. I hadn't even known I'd wanted to write about it. But there it was, despite myself.
In Elisabeth's case, the estrangement with her daughter would become entrenched. This happens in real life too, more often than we know or care to admit. Thankfully, it did not happen to Jessie and me.
One night, about a year after my son's birth, I was putting both children to bed. We'd been listening to a cassette of Woody Guthrie singing Goodnight Little Darlin', and as I bent to kiss Jessie's head, I said, "And goodnight, my little darling." She looked at me thoughtfully. "Am I still your little darling," she said, "even though I'm three and a half?"
Sometimes shame is helpful. It can penetrate the very defences it prompted us to build in the first place. Her guileless question stung me into feeling what the writer Helen Simpson has called "the serrated teeth of remorse". The rampart was breached. "Yes," I said, emphatically, and in that moment was at last confident that I meant it.
My aunt, in whom I eventually did confide, offered wise counsel: "These things happen. You can't protect your children from life. Give it time. Love will return." And eventually it did. Not simply with time, but with hard work and conscious effort. People talk about working at marriages, and that was how I worked at my relationship with my daughter. I made time to do things together, to have fun together, to give her undivided attention, to rebuild her trust in me, to get to know her again. For myself, I cultivated the habit of loving her as carefully as a wine-grower cultivates vines. I reschooled myself into seeing her, thinking about her, as I had before: as beloved and lovable. Gradually, with time, the habit became as effortless and natural as it had originally been.
When Jessie was about seven, we went on holiday with another family. Their daughter was the same age as our son, the same age Jessie had been when he was born. Watching our friend's three-year-old daughter, I suddenly realised that I had no memories of Jessie at this age. Where her third year should have been there was a 12-month blank. It really was as if I had lost my mind, or part of it, during that time. As if I'd been suffering from some kind of emotional amnesia; a temporary blindness of the heart.
Recently I asked Jessie about this time in her life and it seems that something similar was true for her: "When people asked me what I remembered about having a little brother, I used to say that my mum had been very ill and had been in hospital for two years. I think it was actually only two weeks, but that was how I remembered it: you not being there for a very long time."
She doesn't have any conscious memories of that time, but she wonders if it explains certain things, "Like how I used to hate it whenever you went out. It made me feel really panicky. And I can remember once seeing you on TV and hating the fact that I could see you, but you couldn't see me. It really bothered me. Maybe that was because of what happened when I was little, I don't know." Does she think it's had a lasting effect on our relationship? "No," she says. "I don't think so. I think we're pretty close." Is it helpful to know what happened? "Yes, but it also makes me sad," she says. "For me, then."
Physical danger has a particular tinge to it: sharp-edged, adrenaline-scented. You know it when it comes your way. Ancient parts of the brain, primed for falling rocks and lurking predators, spring into action, accelerating the heart rate, raising blood-pressure, flooding the body with the hormones needed for fight or flight. Emotional danger is far harder to anticipate or react to; the warning signs infinitely harder to read. When I had my second child, had anyone tried to alert me to the emotional suffering that lay ahead, would I have believed them? I doubt it. The idea that anything could ever cause me to stop loving for a single moment my wonderful, precious girl would have seemed utterly outrageous. It still does.»
(mais ou menos traduzido aqui, para quem preferir ler em português)
«The night before the birth of my second child, the obstetrician on ward duty stopped at the foot of my bed, and after surveying my case notes for a moment, said in what I assume was supposed to be a sympathetic manner: "Not many people realise that giving birth is still one of the most dangerous things a woman can do." Not exactly tactful, I thought, but I let it pass. Two weeks previously, I'd been hospitalised with pre-eclampsia, a pregnancy-related condition that can be fatal, so his remark was to some extent justified.
My son Solomon was born at four o'clock the next day. An easy delivery. A healthy baby boy. Within minutes of the birth, however, things started to go wrong. Something to do with the placenta, not the pre-eclampsia. She's haemorrhaging, someone said. Someone else took the baby away and handed him to my husband. The tranquil, dimly lit delivery room of a moment before was deluged with medical staff and glaring lights. A consent form was pushed in front of me. My fingers were folded around a pen. I had no idea what I was consenting to, could barely hold the pen. Some time later I regained consciousness. A large blood transfusion was feeding into one arm, a hefty dose of antibiotics into the other. You're out of danger, everyone congratulated me. Thank heavens for modern medicine!
Looking back on my son's birth, frightening as it was, it nevertheless seems like a thinly worked prologue to the complex drama that came next. Giving birth is dangerous, without a doubt, but the dangers that accompany motherhood come in many forms, I would learn, and physical danger was by no means the only one to fear.
The following day, my husband brought our two-and-a-half year old daughter, Jessie, into hospital to meet her new brother. How many picture books had we read to her to prepare for this moment? How much thought had we given to how to make this first encounter a joyful and positive one for her? And yet, for all our careful preparations, no fraction of anxiety had been given to what actually happened.
The little girl who walked through the door, nervously holding her father's hand; who scrambled up on to the hospital bed and threw herself on top of me in a wholehearted embrace, was not the child I'd said goodbye to two days before. A bizarre metamorphosis had occurred. She looked huge, suddenly. No longer a little girl at all. Compared to the baby's delicate limbs, her toddler hands and feet seemed enormous. Compared to his newborn fragility, her chunky vitality seemed almost menacing. In the space of just 48 hours my eye had become, shockingly, unaccustomed to her.
A week later, I was discharged from hospital and went home to a new life as the mother of two children. Already drained by a difficult pregnancy and labour, I was wholly unprepared for the emotional rollercoaster that lay ahead, caring - or trying to care - for a tetchy baby and a demanding toddler. I became the kind of mother I never dreamed I'd be, the kind of mother who coos at her baby, then in the next breath snaps at her bewildered toddler.
The next few months were a nightmare - bad for me, infinitely worse for my daughter, a hideous waking dream that never ended. I'd worried about whether I would be able to love the baby; the truth was that in those early days with two children, it was not the baby, but my daughter I had difficulty loving.
Baffled by my coldness, she clung, played up, acted out; in short, did whatever she could to try to recover our previous closeness. She commandeered the freshly washed babygrows for her teddies, climbed into the Moses basket in her muddy wellies; when I sat down to breastfeed, she'd clamber on to my shoulders; when I finally got the baby off to sleep, she'd thrust her face into his and wake him up again. Her increasingly extravagant efforts to reclaim my attention inevitably had the opposite effect.
I was scarcely less distressed than she was by the abrupt change in our relationship. It was like walking into a favourite room to find everything has been rearranged: the furniture, the pictures, the objects inside the cupboards and drawers, the knick-knacks on the shelves, the cushions on the sofa, the books on the table. However hard I tried, I could not get my bearings. Nothing was where I expected it or how I wanted it. I wandered through this skewed landscape in a state of agonised disorientation, lost and mapless.
When I looked at my little girl, I felt none of the things I wanted to feel. When she turned to me, it was like being confronted by a stranger. Only late at night, when I'd tiptoe into her room to kiss her goodnight and pause to look down at her sleeping face, would I feel something of the steady tenderness of before. Even now, 12 years on, it hardly bears thinking about what that time must have been like for her.
Was it shame at my failure to love her properly that made me so determined to hide the fact from everybody else? I could have won an Oscar for the performance I put on for the health visitor. Depressed? Certainly not. Coping OK? Absolutely fine. I told no one, neither friends, nor family. I didn't even confide in my husband. What could I have said? He would have been appalled. And his would have been the natural reaction. I, surely, was the unnatural one.
Guilt-racked, addled from a lack of sleep, awash with hormones, I had few reserves to think about, let alone deal with what was happening. What little energy I possessed for the practical and emotional tasks of mothering were directed wholly towards the baby. Not because I wanted it that way, just because it was that way.
An evolutionary imperative that preferenced the most vulnerable child? A form of postnatal depression? A flaw in my mothering capacity? All of the above? But perhaps larger influences were also at work. According to the psychologist Penny Munn, mothering in western culture is "based on ideas of romantic love that assume a good mother will replicate a nurturing, romantic relationship with each successive child".
This model of mothering is a natural progression from the teen-mags and love stories that girls gorge on in adolescence, a maternal version of the same scenario: two people falling in love and staying that way through thick and thin. It's a model that may work fine with one child, but is profoundly ill-matched to the reality of mothering more than one.
The reasons why maternal love falters and in some cases fail are many and complex, and the arrival of a second child is by no means the only catalyst. For some mothers, even one child can be hard to love. Whatever the reason, the fact remains: loving children does not always come easily or naturally. It was ever thus, and yet it remains one of the great taboos of modern family life: a common but hidden experience with the potential for quietly devastating consequences.
The novelist Thomas Keneally once said, "To write a novel is always to go naked, whatever you're writing about. You always reveal yourself." I didn't intend to "go naked" when I embarked on my novel, Touching Distance. Based on the true story of an 18th-century doctor named Alexander Gordon, what drew me was the dilemma of a man who made an astonishing medical breakthrough that was ahead of its time. I had no idea, at least not consciously, that writing this story would draw me back to the unexpected emotional repercussions of my son's birth. But as the novel developed, two interlocking narratives emerged: one told the story of Gordon's discovery and his selfless pursuit of scientific truth; the other centred on the timeless story of the hidden dangers of childbirth, both physical and emotional.
The more I read and thought about the plight of women in the past dying in childbirth for want of exactly the medical knowledge and resources that had unquestionably saved my life after my son's birth, the more haunted by the subject I became. Gordon's brilliant discovery was that doctors and midwives were spreading fatal infection to the women they had delivered. Had he been believed, countless women's lives might have been saved in the course of the following century. With one woman a minute still dying in the world today from pregnancy and labour-related conditions, this tragedy is as real now as it was in the past, the big difference being that now it's more often happening in Africa and Asia than in Britain.
But besides the obvious tragedy of death in childbirth, there was the untold story of the impact of near misses, the women who survived difficult births, but who remained deeply wounded by the experience; women who were estranged from their children, their husbands, and from themselves as a result of the psychological impact of becoming a mother. In the character of Elisabeth, the wife of Alexander Gordon, and through her relationship with her five-year-old daughter, Mary, I found a way of exploring my own experience. The emotional toll of a difficult labour, the guilt and shame of not loving your child as you want to, the bewilderment, the locked-in feeling, the struggle to find a tolerable distance between you, a bearable proximity: it all found its way into Elisabeth's story. I hadn't even known I'd wanted to write about it. But there it was, despite myself.
In Elisabeth's case, the estrangement with her daughter would become entrenched. This happens in real life too, more often than we know or care to admit. Thankfully, it did not happen to Jessie and me.
One night, about a year after my son's birth, I was putting both children to bed. We'd been listening to a cassette of Woody Guthrie singing Goodnight Little Darlin', and as I bent to kiss Jessie's head, I said, "And goodnight, my little darling." She looked at me thoughtfully. "Am I still your little darling," she said, "even though I'm three and a half?"
Sometimes shame is helpful. It can penetrate the very defences it prompted us to build in the first place. Her guileless question stung me into feeling what the writer Helen Simpson has called "the serrated teeth of remorse". The rampart was breached. "Yes," I said, emphatically, and in that moment was at last confident that I meant it.
My aunt, in whom I eventually did confide, offered wise counsel: "These things happen. You can't protect your children from life. Give it time. Love will return." And eventually it did. Not simply with time, but with hard work and conscious effort. People talk about working at marriages, and that was how I worked at my relationship with my daughter. I made time to do things together, to have fun together, to give her undivided attention, to rebuild her trust in me, to get to know her again. For myself, I cultivated the habit of loving her as carefully as a wine-grower cultivates vines. I reschooled myself into seeing her, thinking about her, as I had before: as beloved and lovable. Gradually, with time, the habit became as effortless and natural as it had originally been.
When Jessie was about seven, we went on holiday with another family. Their daughter was the same age as our son, the same age Jessie had been when he was born. Watching our friend's three-year-old daughter, I suddenly realised that I had no memories of Jessie at this age. Where her third year should have been there was a 12-month blank. It really was as if I had lost my mind, or part of it, during that time. As if I'd been suffering from some kind of emotional amnesia; a temporary blindness of the heart.
Recently I asked Jessie about this time in her life and it seems that something similar was true for her: "When people asked me what I remembered about having a little brother, I used to say that my mum had been very ill and had been in hospital for two years. I think it was actually only two weeks, but that was how I remembered it: you not being there for a very long time."
She doesn't have any conscious memories of that time, but she wonders if it explains certain things, "Like how I used to hate it whenever you went out. It made me feel really panicky. And I can remember once seeing you on TV and hating the fact that I could see you, but you couldn't see me. It really bothered me. Maybe that was because of what happened when I was little, I don't know." Does she think it's had a lasting effect on our relationship? "No," she says. "I don't think so. I think we're pretty close." Is it helpful to know what happened? "Yes, but it also makes me sad," she says. "For me, then."
Physical danger has a particular tinge to it: sharp-edged, adrenaline-scented. You know it when it comes your way. Ancient parts of the brain, primed for falling rocks and lurking predators, spring into action, accelerating the heart rate, raising blood-pressure, flooding the body with the hormones needed for fight or flight. Emotional danger is far harder to anticipate or react to; the warning signs infinitely harder to read. When I had my second child, had anyone tried to alert me to the emotional suffering that lay ahead, would I have believed them? I doubt it. The idea that anything could ever cause me to stop loving for a single moment my wonderful, precious girl would have seemed utterly outrageous. It still does.»
(mais ou menos traduzido aqui, para quem preferir ler em português)
a chegada do segundo filho - I
Talvez porque trabalho em casa e tenho tido a Ana sempre comigo, 24 sobre 24 horas nestes 2 anos de vida dela, antes de o João nascer, eu pensava que:
- o 2.º filho nunca vai ser tão gostado como ela
- ela tem um lugar muito (demasiado) especial no meu coração, que nunca será suplantado, por mais filhos que tenha
- ela tem um lugar na vida quotidiana, na casa, e vai ser o mais novo a ter de se adaptar a essa vida (e não a Ana)
- se só tiver colo para um, vai ser para a Ana, para não «estranhar» - para o João é tudo novo, não tem hábitos, não lhe vai custar (tanto)
Mas isso era o que eu pensava!
A chegada do João provou que eu estava enganada, redondamente enganada!
Para já, apaixonei-me muito mais depressa e mais avassaladoramente por este filho do que tinha sucedido com a Ana (embora a gravidez da Ana tenha sido mais especial, talvez por ser uma primeira vez, e vivida com mais intensidade e expectativa). Se calhar por este parto ter sido pior que o anterior... Não sei. O que sei é que o Amor pela Ana cá continua e não foi abalado por este. Mas este não é em nada menor!
Não me parece que exista uma divisão de Amor, por incrível que possa parecer, é antes uma multiplicação. São diferentes, mas cada um é tão grande, tão imenso, tão infinito, tão especial!!
Agora, também não consigo «preterir» o João pela Ana (e nem o inverso). Acho que exijo mais dela, porque ela já fala, já anda, já entende, já tem tamanho para fazer ou não determinadas coisas. Espero não exigir demais dela. Mas também não posso deixar de «defender» o meu rabanete pequenino que é tão lindo, tão puro, tão indefeso, tão dependente, tão meiguinho, tão tudo...
São amores que se complementam...
Li em tempos um artigo muito interessante sobre o impacto do segundo filho e não digo que o tenha sentido dessa maneira tão crua, como ali é descrito, mas senti algo parecido: como se a minha menina de repente fosse monstruosamente grande, perigosa ou simplesmente diferente da que tinha deixado em casa antes do nascimento do João. Curioso, que me lembrei do artigo quando revi a Ana depois do parto do João... Vou procurá-lo e deixá-lo por aqui.
- o 2.º filho nunca vai ser tão gostado como ela
- ela tem um lugar muito (demasiado) especial no meu coração, que nunca será suplantado, por mais filhos que tenha
- ela tem um lugar na vida quotidiana, na casa, e vai ser o mais novo a ter de se adaptar a essa vida (e não a Ana)
- se só tiver colo para um, vai ser para a Ana, para não «estranhar» - para o João é tudo novo, não tem hábitos, não lhe vai custar (tanto)
Mas isso era o que eu pensava!
A chegada do João provou que eu estava enganada, redondamente enganada!
Para já, apaixonei-me muito mais depressa e mais avassaladoramente por este filho do que tinha sucedido com a Ana (embora a gravidez da Ana tenha sido mais especial, talvez por ser uma primeira vez, e vivida com mais intensidade e expectativa). Se calhar por este parto ter sido pior que o anterior... Não sei. O que sei é que o Amor pela Ana cá continua e não foi abalado por este. Mas este não é em nada menor!
Não me parece que exista uma divisão de Amor, por incrível que possa parecer, é antes uma multiplicação. São diferentes, mas cada um é tão grande, tão imenso, tão infinito, tão especial!!
Agora, também não consigo «preterir» o João pela Ana (e nem o inverso). Acho que exijo mais dela, porque ela já fala, já anda, já entende, já tem tamanho para fazer ou não determinadas coisas. Espero não exigir demais dela. Mas também não posso deixar de «defender» o meu rabanete pequenino que é tão lindo, tão puro, tão indefeso, tão dependente, tão meiguinho, tão tudo...
São amores que se complementam...
Li em tempos um artigo muito interessante sobre o impacto do segundo filho e não digo que o tenha sentido dessa maneira tão crua, como ali é descrito, mas senti algo parecido: como se a minha menina de repente fosse monstruosamente grande, perigosa ou simplesmente diferente da que tinha deixado em casa antes do nascimento do João. Curioso, que me lembrei do artigo quando revi a Ana depois do parto do João... Vou procurá-lo e deixá-lo por aqui.
Um fresh new start
Através daqui, cheguei aqui e, mesmo sem autorização da autora, passo a citá-la:
«- É que eu já fui pai muito velho, tenho 43 anos e falta-me a energia, às vezes. Não tirei os dias de licença de paternidade, tu sabes como estamos cheios de trabalho, aqui, com pouca gente, início de ano lectivo. Não podia. Não posso mudar a minha vida toda, nem defraudar as expectativas dos colegas, tenho uma reputação a manter.
(eu não lhe posso responder o que queria)
O que eu queria dizer é que ele é tonto, é burro, é cego, é surdo. Ter um filho é algo imenso, incomensurável, único, irrepetível. O universo pára, condensa-se, está todo ali. Nada mais interessa além daquelas mãos pequeninas, do arrulhar de bebé, do cheiro a novo e a vida. Ter um filho é acrescentar uma página em branco à história do mundo.
É preciso parar. É preciso parar, porque nunca nos acontecerá algo tão grande, tão bonito, tão simples e misterioso como aquela criança. Nunca nenhuma memória será tão poderosa como os primeiros dias a olhar uma pessoa novinha em folha, a espreitar o fundo daqueles olhos que se abrem de espanto para a luz.
Ter um filho é decidir mudar a nossa vida para sempre. É um compromisso eterno com o absoluto. Não há nada, mesmo nada, que não possa esperar. »
«- É que eu já fui pai muito velho, tenho 43 anos e falta-me a energia, às vezes. Não tirei os dias de licença de paternidade, tu sabes como estamos cheios de trabalho, aqui, com pouca gente, início de ano lectivo. Não podia. Não posso mudar a minha vida toda, nem defraudar as expectativas dos colegas, tenho uma reputação a manter.
(eu não lhe posso responder o que queria)
O que eu queria dizer é que ele é tonto, é burro, é cego, é surdo. Ter um filho é algo imenso, incomensurável, único, irrepetível. O universo pára, condensa-se, está todo ali. Nada mais interessa além daquelas mãos pequeninas, do arrulhar de bebé, do cheiro a novo e a vida. Ter um filho é acrescentar uma página em branco à história do mundo.
É preciso parar. É preciso parar, porque nunca nos acontecerá algo tão grande, tão bonito, tão simples e misterioso como aquela criança. Nunca nenhuma memória será tão poderosa como os primeiros dias a olhar uma pessoa novinha em folha, a espreitar o fundo daqueles olhos que se abrem de espanto para a luz.
Ter um filho é decidir mudar a nossa vida para sempre. É um compromisso eterno com o absoluto. Não há nada, mesmo nada, que não possa esperar. »
Quentes e Boas
Não, não são (só!) as castanhas. São as amizades, mesmo as virtuais blogosféricas!
Há amigos de todas as horas, que estão sempre em sintonia connosco, que nos conhecem por dentro e por fora, que acompanham a nossa vida em todos os marcos importantes e em todas as horas do dia-a-dia, que têm o nosso telefone, acesso à nossa casa, que conhecem a nossa cara-metade, os nossos pais, que são uma espécie de extensão da família - ainda mais rica porque não é de sangue, mas ainda assim se mantém unida a nós. São Amigos. E gostamos deles. São dos primeiros a saber das novidades e reagem em conformidade (telefonam, smsam, visitam [ou não visitam, porque sabem que é preferível não o fazer e colocam-nos numa prioridade acima deles próprios!], rejubilam connosco). E depois do DIA ainda se preocupam em continuar a querer saber como estamos, como vamos. Felizmente conto com muitos assim! E sou feliz também graças a eles e agradeço a Deus pelo momento em que cada um se cruzou no caminho da minha vida e ganhou nela um lugar.
Há amigos daqueles momentos - não estamos muitas vezes com eles, mas são incontornáveis nas principais horas: boas e más. Por circunstâncias várias a vida mantém-nos fisicamente distantes, mas naqueles dias em que se festejam nascimentos, baptizados, casamentos ou que se lamentam mortes, estão lá! E sabemos que podemos contar com eles quando/se precisarmos.
Há amigos que conhecemos recentemente, e muitos deles pela via virtual, que ganharam a nossa confiança, a nossa amizade e que até sabem o nosso nome, a nossa morada. E que marcam presença na nossa vida, caminhando a par connosco.
Há amigos que nem conhecemos pessoalmente, que vamos conhecendo pela blogosfera, onde os lemos e nos damos a ler, onde vamos sabendo e entrelendo o que são, como pensam, como a vida os trata, as coisas que entendem por bem partilhar [e por aí também se conhecem - pelo que dizem e como dizem, pelo que não dizem]. E mesmo aqui posso falar de amigos, porque embora não os conheçamos pessoalmente, sentimos afinidade e é como se conhecêssemos mesmo.
Nada disto é novo! Mas uma ocasião como o nascimento de um filho mostra-nos tão bem como todas estas formas de amizade são quentinhas e nos enchem a alma e o peito, nos fazem sentir agraciados por Deus...
**********
Para memória futura, vou deixar aqui o que lemos na blogosfera sobre o feliz acontecimento. Se alguém se sentir excluído, é favor queixar-se!!!!
Da mãe loba
* 3 DE NOVEMBRO DE 2009
Está quase!!! A blogosfera espera ansiosamente novidades!!!!!
PUBLICADA POR MÃELOBA EM 22:41
Comentário: Mrs Anouska Papouska disse...
mas completamente!!!!
ando sempre aqui nos refreshes pá!LOL
mais beijinhos:)
4 de Novembro de 2009 12:07
* 4 DE NOVEMBRO DE 2009
Nasceu!!!
Parabéns SCAS!!!!!
PUBLICADA POR MÃELOBA EM 22:34
Da Mãe-te-quer
QUARTA-FEIRA, 4 DE NOVEMBRO DE 2009
Bem-vindo João!
Chegou mais um tesouro ao nosso mundo!
Bem-vindo João! Que sejas muito feliz.
publicado por Mãe-te-quer às 22:14
Comentários:
De susel a 5 de Novembro de 2009 às 09:49
Muitos parabéns aos papas e bem vindo João.
beijinho grande
Da mamãraffaada:
QUARTA-FEIRA, NOVEMBRO 04, 2009
Bem-vindo, bébé João!!
Hoje fui completamente (ou quase, porque estava a chegar a hora) apanhada de surpresa com a feliz notícia, dada por pai e mãe, do nascimento do João! Já tinha acontecido aquando da Aninha, fui novamente assaltada pela emoção enorme de saber que a minha melhor amiga tinha dado à luz!
Parabéns à mamã, ao papá e parabéns à mAninha linda! Que o João seja muito feliz, cheio de saúde e rodeado de amor e carinho por todos os lados! Que a Aninha viva tranquilamente a chegada do pequeno! Que o papá e a mamã continuem a transbordar de Amor um pelo outro e pelos filhotes! Que tenham todas as bençãos possíveis e existentes à face da Terra! O melhor!
Adoro-te, minha querida, e é um previlégio saber-te sempre presente na minha vida, apesar da distância! Um abraço forte em especial para ti, super-mulher-mãe-amiga!
ESCRITO POR MARAFFAADA EM 23:00
Comentários:
Laria (Maria+Leonor) disse...
Desejo o melhor para o Joãozinho e para a tua amiga e a sua família! Que sejam muito saudáveis e felizes! Parabéns, amiga! Bjs
Cláudia - a mama Galinha disse...
As maiores felicidades para todos amiga!
Da Sarita
5 de Novembro de 2009 22:44
Nasceu!
O João da SCAS...fiquei tão feliz de receber o sms!!!
escrita por Sarita às 21:54
Da Xana
11 de Nov de 2009
Uma beijoka muito grande para a Mamã Scas, já nasceu o João!!! Estou muito feliz por ti, querida. Que a tua recuperação seja breve. Desejo-te/vos o melhor! ;)
POSTED BY XANA AT 12:46
**********
Muito e muito obrigada a todos! De coração!
Há amigos de todas as horas, que estão sempre em sintonia connosco, que nos conhecem por dentro e por fora, que acompanham a nossa vida em todos os marcos importantes e em todas as horas do dia-a-dia, que têm o nosso telefone, acesso à nossa casa, que conhecem a nossa cara-metade, os nossos pais, que são uma espécie de extensão da família - ainda mais rica porque não é de sangue, mas ainda assim se mantém unida a nós. São Amigos. E gostamos deles. São dos primeiros a saber das novidades e reagem em conformidade (telefonam, smsam, visitam [ou não visitam, porque sabem que é preferível não o fazer e colocam-nos numa prioridade acima deles próprios!], rejubilam connosco). E depois do DIA ainda se preocupam em continuar a querer saber como estamos, como vamos. Felizmente conto com muitos assim! E sou feliz também graças a eles e agradeço a Deus pelo momento em que cada um se cruzou no caminho da minha vida e ganhou nela um lugar.
Há amigos daqueles momentos - não estamos muitas vezes com eles, mas são incontornáveis nas principais horas: boas e más. Por circunstâncias várias a vida mantém-nos fisicamente distantes, mas naqueles dias em que se festejam nascimentos, baptizados, casamentos ou que se lamentam mortes, estão lá! E sabemos que podemos contar com eles quando/se precisarmos.
Há amigos que conhecemos recentemente, e muitos deles pela via virtual, que ganharam a nossa confiança, a nossa amizade e que até sabem o nosso nome, a nossa morada. E que marcam presença na nossa vida, caminhando a par connosco.
Há amigos que nem conhecemos pessoalmente, que vamos conhecendo pela blogosfera, onde os lemos e nos damos a ler, onde vamos sabendo e entrelendo o que são, como pensam, como a vida os trata, as coisas que entendem por bem partilhar [e por aí também se conhecem - pelo que dizem e como dizem, pelo que não dizem]. E mesmo aqui posso falar de amigos, porque embora não os conheçamos pessoalmente, sentimos afinidade e é como se conhecêssemos mesmo.
Nada disto é novo! Mas uma ocasião como o nascimento de um filho mostra-nos tão bem como todas estas formas de amizade são quentinhas e nos enchem a alma e o peito, nos fazem sentir agraciados por Deus...
**********
Para memória futura, vou deixar aqui o que lemos na blogosfera sobre o feliz acontecimento. Se alguém se sentir excluído, é favor queixar-se!!!!
Da mãe loba
* 3 DE NOVEMBRO DE 2009
Está quase!!! A blogosfera espera ansiosamente novidades!!!!!
PUBLICADA POR MÃELOBA EM 22:41
Comentário: Mrs Anouska Papouska disse...
mas completamente!!!!
ando sempre aqui nos refreshes pá!LOL
mais beijinhos:)
4 de Novembro de 2009 12:07
* 4 DE NOVEMBRO DE 2009
Nasceu!!!
Parabéns SCAS!!!!!
PUBLICADA POR MÃELOBA EM 22:34
Da Mãe-te-quer
QUARTA-FEIRA, 4 DE NOVEMBRO DE 2009
Bem-vindo João!
Chegou mais um tesouro ao nosso mundo!
Bem-vindo João! Que sejas muito feliz.
publicado por Mãe-te-quer às 22:14
Comentários:
De susel a 5 de Novembro de 2009 às 09:49
Muitos parabéns aos papas e bem vindo João.
beijinho grande
Da mamãraffaada:
QUARTA-FEIRA, NOVEMBRO 04, 2009
Bem-vindo, bébé João!!
Hoje fui completamente (ou quase, porque estava a chegar a hora) apanhada de surpresa com a feliz notícia, dada por pai e mãe, do nascimento do João! Já tinha acontecido aquando da Aninha, fui novamente assaltada pela emoção enorme de saber que a minha melhor amiga tinha dado à luz!
Parabéns à mamã, ao papá e parabéns à mAninha linda! Que o João seja muito feliz, cheio de saúde e rodeado de amor e carinho por todos os lados! Que a Aninha viva tranquilamente a chegada do pequeno! Que o papá e a mamã continuem a transbordar de Amor um pelo outro e pelos filhotes! Que tenham todas as bençãos possíveis e existentes à face da Terra! O melhor!
Adoro-te, minha querida, e é um previlégio saber-te sempre presente na minha vida, apesar da distância! Um abraço forte em especial para ti, super-mulher-mãe-amiga!
ESCRITO POR MARAFFAADA EM 23:00
Comentários:
Laria (Maria+Leonor) disse...
Desejo o melhor para o Joãozinho e para a tua amiga e a sua família! Que sejam muito saudáveis e felizes! Parabéns, amiga! Bjs
Cláudia - a mama Galinha disse...
As maiores felicidades para todos amiga!
Da Sarita
5 de Novembro de 2009 22:44
Nasceu!
O João da SCAS...fiquei tão feliz de receber o sms!!!
escrita por Sarita às 21:54
Da Xana
11 de Nov de 2009
Uma beijoka muito grande para a Mamã Scas, já nasceu o João!!! Estou muito feliz por ti, querida. Que a tua recuperação seja breve. Desejo-te/vos o melhor! ;)
POSTED BY XANA AT 12:46
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Muito e muito obrigada a todos! De coração!
11 November 2009
tiradas dela
A Ana cheiinha de sono, a queixar-se que tem dói-dói nos olhos e a esfregá-los.
A mãe, a tentar sossegá-la, diz-lhe:
«Isso é o João Pestana, filha, diz-lhe para ir embora dos teus olhinhos»
Ela vira-se, com toda a rapidez, para o irmão:
«Vai embora, Jão!»
******
Gostas do João?
- Sim
Muito ou poucochito?
- Poucochito
Poucochito, então porquê???
- Ele acóda cêdo!
(e não, não acorda nem chora nem lhe perturba o sono a ela... apenas se lembrou de dar esta razão...)
*******
Já tentou algumas vezes alcançar a mama que o João não está a «utilizar» dizendo que a Ana também mama leitinho... (a hora da mama é a mais «problemática» para ela - não se afasta, não aceita miminhos de ninguém para além da mãe e tenta aproximar-se o mais possível de mim: designadamente deitando-se em cima de mim!)
A mãe, a tentar sossegá-la, diz-lhe:
«Isso é o João Pestana, filha, diz-lhe para ir embora dos teus olhinhos»
Ela vira-se, com toda a rapidez, para o irmão:
«Vai embora, Jão!»
******
Gostas do João?
- Sim
Muito ou poucochito?
- Poucochito
Poucochito, então porquê???
- Ele acóda cêdo!
(e não, não acorda nem chora nem lhe perturba o sono a ela... apenas se lembrou de dar esta razão...)
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Já tentou algumas vezes alcançar a mama que o João não está a «utilizar» dizendo que a Ana também mama leitinho... (a hora da mama é a mais «problemática» para ela - não se afasta, não aceita miminhos de ninguém para além da mãe e tenta aproximar-se o mais possível de mim: designadamente deitando-se em cima de mim!)
10 November 2009
Em casa
feels just like starting over...
Tudo adquiriu novas tonalidades na minha vida. Parece incrível dizê-lo, mas é verdade.
Não pensei que o «simples» nascimento de um bebé pudesse mudar tanta coisa, mas muda - o nascimento e as circunstâncias que o mesmo acarreta.
Tudo o que eu pensava que ia ser, afinal não é bem assim... Tudo é diferente, tudo acorda sentimentos e sensações em mim diferentes dos que eu esperava/pensava que ia ter.
Que saudades tinha deste cheirinho a bebé! Que saudades tinha deste toque, que saudades tinha de amamentar. Que saudades! Inexplicável, indescritível! Pensava que tudo isto me ia ser mais normal ou menos avassalador. Não é. É como que renasci também eu no passado dia 4.
Não vou escrever sobre o parto nem sobre o lado físico/humano da «cena». Nem sequer vou sobrevalorizar o facto de estar actualmente forçada «de molho» [«em repouso] na cama durante uns dias sem me poder levantar. E ai como isto me custa, a mim, que detesto inactividade, dependência e impotências...
Mas escrevo, sim, como a chegada deste bebé me abanou o meu mundo:
(Re)acendeu o AMOR pelo meu marido - que não estava apagado, entenda-se. Mas a chegada deste bebé avivou ainda mais esta chama deste sentimento que me une a este homem que eu adoro. É o melhor marido do mundo e, se fosse hoje, casar-me-ia com ele outra vez. É a pessoa com quem quero ter (mais) filhos, educá-los, com quem quero namorar, viver, envelhecer,...
Fez-me valorizar ainda MAIS (e já valorizava TANTO) a presença e a ajuda serena e discreta da minha mãe. A melhor mãe do mundo. Veio, na hora em que a chamei, deixando tudo. Aqui cuida da Ana como só uma Avó a sério sabe cuidar. Trata das refeições e das roupas. Ajuda-me tanto, tanto, tanto. Para não falar no apoio moral...
A Ana, que eu pensava estar tão pronta e preparada para o mano... não tem reagido muito bem, I'm afraid! Ou então sou eu que estou menos paciente para com ela... Enquanto estivemos no hospital ia lá de visita e ia bem e vinha bem. Comia bem com o pai e a avó. Dormia bem de noite. As sestas eram feitas fora-de-horas, com a ajuda das viagens de carro do hospital para casa. Adorou a prenda que o bebé lhe trouxe e manifestava alguma (pouca!) curiosidade pelo irmão. Desde que regressei a casa, não sai da beira da cama ou de cima de mim, passa a vida a pedir «mimimos da mãe». Não rejeita o irmão, mas também ainda não demonstra muito interesse nem afecto (embora lhe dê beijinhos e festinhas por vezes com aquela delicadeza de um elefante numa loja de cristais...). Chora por tudo e por nada. Não quero cereais, não quero a roupa, não quero o almoço. Não quero nada. Chora para comer, para ir ao banho, para dormir a sesta. Não tem sido fácil. Nem sequer quer sair para ir ao escorrega com o pai ou à piscina, manda-o ir sozinho. E eu não tenho sido uma mãe exemplar com ela nesta fase. Sempre advoguei que mais depressa «tomaria o partido dela», mas agora é-me difícil não lhe dizer«cuidado com o João, o João é pequenino» - que eu sempre achei que não (dev)ia dizer-lhe.
Estou super-apaixonada pelo meu filhote, pela minha mais recente cria, como julgava ser impossível que acontecesse... O João mama bem e tem dormido bem também (dentro do possível). As cólicas ainda não chegaram. Já caiu o cordão. Já faz cocó de gente (fica sempre bem escrever cocó num babyblog!!!). Estamos ansiosos por lhe ver a cor dos olhos. É parecido com o pai (ainda mais que a Ana, como se isso fosse possível). Com um Apgar de 9-10, mal perdeu 200grs e começou logo na recuperação. Vivam as mamas grandes e (bem) recheadas!!! Isto apesar de ter tido a inevitável icterícia, claro! e de passar pela fototerapia (menos tempo que a Ana por ter sido mais «fraca» e por o equipamento hospitalar ser melhor e mais potente!).
Em suma, um turbilhão de ideias, sentimentos e pensamentos para gerir e arrumar dentro de mim... Sinto que começou uma nova fase da minha vida e espero estar à altura de a enfrentar. Há horas e dias em que duvido e temo, há outras em que sinto uma força imbatível para enfrentar tudo e todos... Seja o que Deus quiser!
Tudo adquiriu novas tonalidades na minha vida. Parece incrível dizê-lo, mas é verdade.
Não pensei que o «simples» nascimento de um bebé pudesse mudar tanta coisa, mas muda - o nascimento e as circunstâncias que o mesmo acarreta.
Tudo o que eu pensava que ia ser, afinal não é bem assim... Tudo é diferente, tudo acorda sentimentos e sensações em mim diferentes dos que eu esperava/pensava que ia ter.
Que saudades tinha deste cheirinho a bebé! Que saudades tinha deste toque, que saudades tinha de amamentar. Que saudades! Inexplicável, indescritível! Pensava que tudo isto me ia ser mais normal ou menos avassalador. Não é. É como que renasci também eu no passado dia 4.
Não vou escrever sobre o parto nem sobre o lado físico/humano da «cena». Nem sequer vou sobrevalorizar o facto de estar actualmente forçada «de molho» [«em repouso] na cama durante uns dias sem me poder levantar. E ai como isto me custa, a mim, que detesto inactividade, dependência e impotências...
Mas escrevo, sim, como a chegada deste bebé me abanou o meu mundo:
(Re)acendeu o AMOR pelo meu marido - que não estava apagado, entenda-se. Mas a chegada deste bebé avivou ainda mais esta chama deste sentimento que me une a este homem que eu adoro. É o melhor marido do mundo e, se fosse hoje, casar-me-ia com ele outra vez. É a pessoa com quem quero ter (mais) filhos, educá-los, com quem quero namorar, viver, envelhecer,...
Fez-me valorizar ainda MAIS (e já valorizava TANTO) a presença e a ajuda serena e discreta da minha mãe. A melhor mãe do mundo. Veio, na hora em que a chamei, deixando tudo. Aqui cuida da Ana como só uma Avó a sério sabe cuidar. Trata das refeições e das roupas. Ajuda-me tanto, tanto, tanto. Para não falar no apoio moral...
A Ana, que eu pensava estar tão pronta e preparada para o mano... não tem reagido muito bem, I'm afraid! Ou então sou eu que estou menos paciente para com ela... Enquanto estivemos no hospital ia lá de visita e ia bem e vinha bem. Comia bem com o pai e a avó. Dormia bem de noite. As sestas eram feitas fora-de-horas, com a ajuda das viagens de carro do hospital para casa. Adorou a prenda que o bebé lhe trouxe e manifestava alguma (pouca!) curiosidade pelo irmão. Desde que regressei a casa, não sai da beira da cama ou de cima de mim, passa a vida a pedir «mimimos da mãe». Não rejeita o irmão, mas também ainda não demonstra muito interesse nem afecto (embora lhe dê beijinhos e festinhas por vezes com aquela delicadeza de um elefante numa loja de cristais...). Chora por tudo e por nada. Não quero cereais, não quero a roupa, não quero o almoço. Não quero nada. Chora para comer, para ir ao banho, para dormir a sesta. Não tem sido fácil. Nem sequer quer sair para ir ao escorrega com o pai ou à piscina, manda-o ir sozinho. E eu não tenho sido uma mãe exemplar com ela nesta fase. Sempre advoguei que mais depressa «tomaria o partido dela», mas agora é-me difícil não lhe dizer«cuidado com o João, o João é pequenino» - que eu sempre achei que não (dev)ia dizer-lhe.
Estou super-apaixonada pelo meu filhote, pela minha mais recente cria, como julgava ser impossível que acontecesse... O João mama bem e tem dormido bem também (dentro do possível). As cólicas ainda não chegaram. Já caiu o cordão. Já faz cocó de gente (fica sempre bem escrever cocó num babyblog!!!). Estamos ansiosos por lhe ver a cor dos olhos. É parecido com o pai (ainda mais que a Ana, como se isso fosse possível). Com um Apgar de 9-10, mal perdeu 200grs e começou logo na recuperação. Vivam as mamas grandes e (bem) recheadas!!! Isto apesar de ter tido a inevitável icterícia, claro! e de passar pela fototerapia (menos tempo que a Ana por ter sido mais «fraca» e por o equipamento hospitalar ser melhor e mais potente!).
Em suma, um turbilhão de ideias, sentimentos e pensamentos para gerir e arrumar dentro de mim... Sinto que começou uma nova fase da minha vida e espero estar à altura de a enfrentar. Há horas e dias em que duvido e temo, há outras em que sinto uma força imbatível para enfrentar tudo e todos... Seja o que Deus quiser!
04 November 2009
novas fresquinhas
Ontem a minha mãe chegou pelas 18h.
Mais tarde, fez-se o jantar, jantámos. O pai deu banhinho à Ana e colocámo-la na cama como de costume. Entretanto tomei tb eu banho.
Pai e mãe saímos para o hospital.
Eram 2h13 quando o João viu o mundo cá fora. Pesava 3110 grs. O parto foi normal embora com algumas atribulações (compensadas ao ver esta riqueza que Deus nos deu!).
A Ana já o viu e gostou dele. Disse-lhe «Olá bebé Jão!». Deu-lhe beijinhos e adorou a prenda que o mano lhe trouxe! Não fez (ainda) ciúmes nem birra para ficar aqui no hospital connosco. Anda feliz com a avó. Veremos como vai ser a noite hoje! Passou a tarde aqui.
O João é muito dorminhoco e mama muito bem (esta noite já consegui fazê-lo «escapar» a um suplemento que lhe foram logo sugerindo...)
De resto, mais novidades ficam para depois...
Obrigada a todos pelas mensagens aqui, no FB, sms, telefonemas, etc. Muito apreciamos e agradecemos que partilhem desta enorme felicidade...
Mais tarde, fez-se o jantar, jantámos. O pai deu banhinho à Ana e colocámo-la na cama como de costume. Entretanto tomei tb eu banho.
Pai e mãe saímos para o hospital.
Eram 2h13 quando o João viu o mundo cá fora. Pesava 3110 grs. O parto foi normal embora com algumas atribulações (compensadas ao ver esta riqueza que Deus nos deu!).
A Ana já o viu e gostou dele. Disse-lhe «Olá bebé Jão!». Deu-lhe beijinhos e adorou a prenda que o mano lhe trouxe! Não fez (ainda) ciúmes nem birra para ficar aqui no hospital connosco. Anda feliz com a avó. Veremos como vai ser a noite hoje! Passou a tarde aqui.
O João é muito dorminhoco e mama muito bem (esta noite já consegui fazê-lo «escapar» a um suplemento que lhe foram logo sugerindo...)
De resto, mais novidades ficam para depois...
Obrigada a todos pelas mensagens aqui, no FB, sms, telefonemas, etc. Muito apreciamos e agradecemos que partilhem desta enorme felicidade...
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